Belém, 12 de novembro de 2025 - Como parte da Agenda de Ação da COP30, o Brasil anunciou um conjunto de iniciativas para acelerar a ação climática em todos os níveis de governo — local, regional e nacional. O Governo Federal lançou, em 11 de novembro, o Plano de Aceleração de Soluções de Governança Multinível, e o Brasil e a Alemanha foram anunciados como os primeiros copresidentes da Coalizão para Parcerias Multiníveis de Alta Ambição (CHAMP), marcando o início da implementação global da coalizão para além da COP30.

A Presidência da COP30 e a Coalizão pelo Resfriamento (Cool Coalition) do Pnuma também lançaram a iniciativa Beat the Heat, com a adesão de 185 cidades e 83 organizações parceiras.

A seguir, o posicionamento de Rogier van den Berg, Diretor Global do WRI Ross Center for Sustainable Cities:

“As metas climáticas dos países simplesmente não poderão ser alcançadas sem as lideranças nacionais e locais trabalhando juntas. Na COP30, estamos vendo cada vez mais países reconhecerem que cidades, estados e regiões são fundamentais para a implementação da ação climática.

“A iniciativa CHAMP — com compromissos de 77 países e da União Europeia — despertou um senso de propósito compartilhado em todos os níveis de governo. Com o Brasil e a Alemanha nomeados como copresidentes em uma nova estrutura de governança e com compromissos climáticos nacionais mais fortes (NDCs) em vigor, a iniciativa agora entra em uma nova fase de implementação.

“Nos últimos dois anos, já vimos o impacto crescente da CHAMP. O mais recente relatório-síntese das NDCs da UNFCCC mostra que 80% das NDCs apresentadas até agora fazem referência a atores subnacionais — um aumento de quase 20% em relação à rodada anterior. Países como Colômbia, Etiópia, Quênia e Ruanda estão priorizando essa colaboração com atores locais.

“Essa colaboração não se trata apenas de planos no papel, mas de enfrentar as grandes crises da atualidade, desde a moradia inadequada até o calor extremo. A iniciativa Beat the Heat é um exemplo claro de soluções locais sendo implementadas com apoio nacional. Com as recentes ondas de calor recordes e enchentes, as comunidades urbanas têm estado na linha de frente dos impactos climáticos cada vez piores, com as populações vulnerabilizadas sendo as mais afetadas.

“As cidades representam 80% do PIB global e 70% das emissões globais, abrigando a maioria da população mundial. O caminho para uma ação climática bem-sucedida, que beneficie as pessoas e o planeta, passa por nossas cidades — em colaboração estreita com os governos regionais e nacionais.

“Nós já sabemos quais são as soluções. Agora é hora de escalá-las em milhares de cidades ao redor do mundo.”

Posicionamento publicado orinalmente em wri.org