O desafio

O Brasil enfrenta secas, inundações, incêndios e outros eventos climáticos cada vez mais extremos – com os impactos mais severos sobre as populações mais vulneráveis socioeconomicamente. As soluções para o clima estão diretamente ligadas à economia e à qualidade de vida. 

Para limitar o aquecimento da temperatura média global a 1,5 ºC, objetivo estabelecido no Acordo de Paris, as emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) teriam que cair 43% até 2030 (em relação aos níveis de 2019) e 60% até 2035, atingindo o zero líquido em 2050, antes que o orçamento de carbono se esgote.   

Paralelamente às ações de mitigação das mudanças climáticas, ou seja, que buscam reduzir ou remover emissões de GEE, também é necessário implementar iniciativas de adaptação, auxiliando comunidades e ecossistemas a suportarem os impactos atuais e futuros ocasionados pela crise climática. 

Esse processo deve ocorrer com especial atenção à justiça climática, tendo a equidade social como pilar central, e precisa ser visto como um vetor de desenvolvimento, capaz de gerar empregos, crescimento econômico e inovação tecnológica. 

70%

é a chance de ultrapassarmos a média de 1,5 ºC nos próximos cinco anos

R$ 2,8 Bi

poderiam ser adicionados ao PIB brasileiro até 2030, com a adoção de medidas de baixo carbono

2 Mi

de empregos a mais podem ser gerados com a retomada verde
 

US$ 10,50

em benefícios podem ser gerados a cada dólar investido em adaptação, ao longo de dez anos

Nossa abordagem

O programa de Clima, Economia e Finanças (CEF) busca apoiar a ação climática ambiciosa, justa e transparente, acelerando a busca pela neutralidade de emissões e a adaptação aos impactos climáticos. Desenvolvemos análises e estudos para identificar caminhos possíveis para uma transição econômica justa para o país. Mobilizamos grupos de atores-chave em governos, empresas e sociedade civil para acelerar essa transição e garantir seu sucesso.

Nosso foco institucional está direcionado para projetos nos seguintes pilares:

1. Rumo à neutralidade de carbono com justiça e resiliência. O CEF Brasil promove uma visão de longo prazo para alcançar a neutralidade de emissões de GEE no país até 2050, articulando caminhos para um desenvolvimento socioeconômico que seja ao mesmo tempo justo, inclusivo, de baixo carbono e resiliente às mudanças climáticas. O programa fomenta debates estratégicos e propõe soluções técnicas e políticas integradas para viabilizar essa transição.

2. Justiça Climática como pilar das decisões estratégicas. A incorporação da justiça climática é central para o CEF Brasil. O programa avalia e evidencia os impactos socioeconômicos das ações de mitigação e adaptação sobre diferentes grupos populacionais, contribuindo para que decisões públicas e privadas sejam mais equitativas, informadas por dados e orientadas pela redução das desigualdades estruturais.

3. Gestão de riscos climáticos. O CEF Brasil demonstra a necessidade da integração da gestão dos riscos climáticos — físicos, de transição e regulatórios — aos processos decisórios de políticas fiscais, econômicas, de investimento e de desenvolvimento, tal como na tomada de decisão do setor privado. Ao antecipar e incorporar esses riscos, aumenta-se a resiliência econômica e a robustez dos investimentos públicos e privados no país.

São objetivos do CEF:

• Influenciar políticas, regulações, metas e planos públicos e privados, em nível internacional, nacional e subnacional, visando à neutralidade de emissões e à justiça climática;

• Fortalecer a liderança do Brasil no multilateralismo na agenda climática;

• Aumentar a confiabilidade e a credibilidade de metas públicas e privadas para a redução de emissões;

• Ampliar, acelerar e monitorar o financiamento da mitigação e adaptação para justiça climática;

• Evidenciar a dimensão socioeconômica da ação assim como os riscos climáticos nas projeções econômicas de médio e longo prazo.