Neutralidade de Carbono
Estudos e ferramentas ajudam a medir, monitorar e reduzir emissões de diferentes setores, apoiando governos e o setor privado na construção de uma economia neutra em carbono até 2050.
Os estudos realizados pelo CEF desenvolvem metodologias, indicadores e ferramentas que permitem medir e monitorar emissões, além de reunir dados importantes para orientar caminhos rumo à neutralidade de emissões até 2050. Além disso, o Programa trabalha para apoiar lideranças no desenvolvimento de estratégias e políticas públicas que visam a descarbonização (veja mais em 2050 é Agora).
Conheça projetos dessa frente:
2050 É AGORA
O WRI Brasil é parte do consórcio global “2050 is Now”, que busca promover a elaboração e fortalecimento de estratégias climáticas de longo prazo (LTS), também chamadas de estratégia de longo prazo para desenvolvimento de baixa emissão (LTLEDS), que sejam compatíveis com o Acordo de Paris. Entre os objetivos prioritários está o desenvolvimento de habilidades de representantes de governos, institutos de pesquisa nacionais, atores da sociedade civil e outros atores relevantes para o desenvolvimento, implementação avaliação.
Com um horizonte de planejamento mais amplo, as LTS são compromissos climáticos que vão além dos ciclos de governo e detalham as políticas públicas necessárias e a visão do país para alcançar a neutralidade climática (balanço líquido zero nas emissões de gases de efeito estufa), para além de quantificar as metas de redução de emissões. As LTS são, portanto, complementares às Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e oferecem uma direção clara para a mitigação das emissões e identificação de riscos climáticos e ações de adaptação, permitindo um planejamento nacional estruturado para lidar com os desafios da crise climática.
Apesar de ainda não ter submetido sua LTS, o Brasil reforçou, na revisão de sua NDC, seu comprometimento em reduzir em 53% as emissões de GEE até 2030 e sua nova meta de redução para 2035, que será entre 59% e 67% (ambos os percentuais comparados aos níveis de 2005), além de reafirmar sua meta de neutralidade de emissões até 2050. Para atingir essas metas, diversas políticas públicas estão sendo revisadas, sendo o principal destaque o Plano Clima, que inclui a estratégia nacional para mitigação e adaptação tal como um eixo transversal de justiça climática
O projeto “2050 é Agora” no Brasil tem como principais atividades:
- Produção de estudos analíticos para apoiar a elaboração da LTS brasileira, especialmente no tema de adaptação;
- Análise das estruturas de governança climática, dos arranjos institucionais para a implementação da NDC e da LTS do Brasil e do financiamento climático;
- Fornecimento de recomendações para operacionalizar a NDC brasileira, alinhando-a à LTS;
- Divulgação de informações e dados sobre o tema, com destaque para transição justa.
O projeto também busca fortalecer a colaboração entre formuladores de políticas públicas, especialistas, representantes da sociedade civil e governo no tema por meio de diálogos, eventos e oportunidades de troca de experiências e conhecimentos.
Além do WRI e do WRI Brasil, também são membros do consórcio: Alliance for Sustainable Energy LLC/ Low Emission Development Strategies Global Partnership (LEDS GP), Fundación Bariloche (FB), India Resources Trust (WRI India), Institute for Sustainable Development and International Relations (IDDRI), National Renewable Energy Lab (NREL), Stichting European Climate Foundation (ECF), Sustainable Development Solutions Network Association, Inc. (SDSN) e Yayasan Sumber Daya Dunia (WRI Indonesia).
Calculadora de emissões da produção de carne e leite
O principal objetivo é desenvolver uma calculadora de análise de ciclo de vida (ACV) que estima as emissões de carbono da produção de carne e leite bovinos. A ferramenta oferecerá módulos para diferentes públicos: pecuarista, indústria/frigoríficos, certificadoras e governo, e a expectativa é que seja inserida na plataforma Agro Brasil + Sustentável. A iniciativa contempla também elaboração mecanismos de incentivo públicos e privados que usem os resultados obtidos pela calculadora.
Estratégica para a transição para uma agropecuária de baixo carbono, a calculadora traz diversos benefícios para o setor e para o país:
- Permite a elaboração de políticas públicas baseadas em evidências, especialmente voltadas à descarbonização da produção agropecuária;
- A partir dos dados gerados, oferece aos produtores a oportunidade de acessar mercados que exigem rastreabilidade e métricas ambientais;
- Contribui para a elaboração de instrumentos financeiros mais alinhados ao risco climático, ampliando o acesso a crédito e financiamentos verdes;
- Incentiva a adoção de boas práticas produtivas sustentáveis e de menor emissão.
Este projeto é um consórcio entre FGV Agro, WRI Brasil, Imaflora, Way Carbon, Agrotools e DSM, financiado pelo BNDES.
GHG Protocol
Seu objetivo é estabelecer um modelo padronizado globalmente, o GHG Protocol, que permite que atores públicos e privados mensurem e reportem de maneira confiável o impacto climático de suas atividades em termos de emissão de gases de efeito estufa (GEE), possibilitando o planejamento de ações de mitigação.
O GHG Protocol consiste em um conjunto de padrões, orientações, ferramentas e treinamentos que auxiliam empresas e governos a quantificarem e gerenciarem suas emissões responsáveis pelo aquecimento global. Ele abrange padrões de contabilização de emissões e remoções de GEE para diferentes contextos, incluindo cidades, setor corporativo, cadeias de valor, agropecuária, ciclo de vida do produto, entre outros.
A iniciativa GHG é uma parceria entre o WRI e o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). Clique aqui e saiba mais.
Compras públicas
O WRI Brasil lidera a iniciativa “Brazil Decarb Accelerator”, um projeto que busca acelerar o mercado de aço de baixo carbono no Brasil, enfrentando um dos principais gargalos para a transição no setor: a incerteza com relação à demanda por esse tipo de produto. Sem compradores dispostos a comprar aço com menor pegada de emissões, a indústria tem menos incentivos para investir e escalar soluções. Para destravar essa dinâmica, o projeto foca em criar e fortalecer demanda por meio de instrumentos de compras públicas para aço baixo carbono, com definições padronizadas, metas e critérios verificáveis.
O projeto tem como principais atividades:
- Mapeamento de boas práticas internacionais para estimular demanda por aço de baixo carbono via compras e políticas públicas.
- Diagnóstico do marco regulatório e institucional brasileiro para identificar barreiras e oportunidades de adoção desses critérios.
- Desenvolvimento de ferramentas de compras para apoiar o governo federal a incorporar requisitos de desempenho climático em licitações e contratos com uso intensivo de aço.