O Brasil combina alto potencial de liderança na economia de baixo carbono com desafios significativos ligados ao desmatamento e ao uso da terra. Para apoiar a mensuração precisa de emissões e remoções, o WRI Brasil lança a Ferramenta de Cálculo de Emissões para o da Cafeicultura, desenvolvida com CEPAGRI/Unicamp e apoio da Cooxupé em uma atualização da publicação técnica da Ferramenta de Cálculo para Balanço de Emissões de Gases de Efeito Estufa em Florestas e Sistemas Agroflorestais no Brasil.

Ambas as ferramentas seguem os princípios da Iniciativa GHG Protocol e permitem que produtores, cooperativas, empresas e gestores públicos planejem ações de mitigação, reportem resultados e fortaleçam sua competitividade em mercados que exigem rastreabilidade e transparência. 

Por que criar ferramentas específicas?

O setor de uso da terra responde por mais de 70% das emissões brutas nacionais. Ferramentas setoriais permitem capturar as particularidades de cada cadeia produtiva, ampliando a precisão e a comparabilidade dos inventários de GEE. Isso fortalece políticas climáticas, incentiva práticas sustentáveis e apoia a transição para modelos produtivos de baixo carbono.

Ferramenta para o Setor Cafeeiro

Com mais de 2,2 milhões de hectares cultivados, o café é uma das principais culturas do país. A nova ferramenta adapta a lógica do modelo florestal às especificidades da cafeicultura, considerando:

  • Dinâmica de carbono no solo
  • Fertilizantes
  • Energia e transporte
  • Dados produtivos e de estoques de carbono gerados pela Cooxupé

Produtores e cooperativas podem avaliar emissões, comparar práticas e identificar oportunidades de mitigação, reforçando a inserção do café brasileiro em mercados internacionais que valorizam cadeias de baixo carbono.

Quem pode usar

As ferramentas são voltadas para:

  • Produtores rurais e cooperativas
  • Empresas do setor florestal e cafeeiro
  • Gestores públicos e formuladores de políticas

Elas facilitam a elaboração de inventários, o planejamento de metas e o acesso a financiamentos verdes, contribuindo para maior transparência e alinhamento às metas climáticas nacionais e globais.

Acesse gratuitamente

As ferramentas seguem as metodologias do GHG Protocol e serão atualizadas conforme a revisão do Land Sector and Removals Standard (prevista  30 de janeiro de 2026.).