Iquitos, Peru, agosto de 2026

Representantes de diferentes países e setores da Pan-Amazônia se reunirão em Iquitos, Peru, de 25 a 27 de agosto, para participar do II Fórum de Ação pela Bioeconomia Pan-Amazônica, o principal encontro presencial da Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia.

A bioeconomia representa uma oportunidade para combinar desenvolvimento econômico, conservação da biodiversidade e geração de renda nos territórios amazônicos. Somente na Amazônia Legal brasileira, atividades baseadas na floresta em pé e nos conhecimentos locais já geram pelo menos R$12 bilhões por ano em produto interno bruto (PIB), considerando apenas 13 produtos com dados disponíveis. O desafio é criar as condições necessárias para ampliar esse potencial, fortalecendo as cadeias de valor da sociobiodiversidade, o acesso a financiamento e mercados e o protagonismo dos povos e comunidades da região. Na Colômbia, o estudo Sociobioeconomia das Comunidades Locais e dos Povos Indígenas nos Departamentos de Caquetá e Guaviare, na Amazônia Colombiana, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), pela Natura Cosméticos e pela The Nature Conservancy (TNC), demonstrou que cadeias de valor associadas a produtos florestais não madeireiros, como açaí, cupuaçu, buriti, seje e sacha inchi, já geram empregos, renda e valor agregado local, com uma produção anual próxima a COP 3,93 bilhões e mais de 260 empregos diretos. O estudo também identificou mais de 1,5 milhão de hectares com alta aptidão para o aproveitamento sustentável dessas espécies, demonstrando que a sociobioeconomia pode se tornar uma estratégia eficaz para fortalecer as economias amazônicas, conservar as florestas e reconhecer o papel dos povos indígenas e das comunidades locais como protagonistas do desenvolvimento sustentável.

O evento reunirá mais de 160 participantes de oito países, incluindo representantes de povos indígenas e comunidades locais, organizações da sociedade civil, negócios da sociobioeconomia, governos, instituições de pesquisa, instituições financeiras, organismos de cooperação internacional e outros atores que trabalham nos territórios amazônicos. Entre as organizações participantes estarão o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Mundial, a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Associação Interétnica de Desenvolvimento da Selva Peruana (AIDESEP), além de organizações e lideranças que atuam diretamente em diferentes territórios da Pan-Amazônia.

As atividades relacionadas ao encontro serão realizadas ao longo de quatro dias, começando em 24 de agosto com uma jornada dedicada a representantes de povos indígenas, povos afrodescendentes e comunidades tradicionais. Durante esse espaço, os participantes dialogarão sobre suas experiências e aprendizados relacionados à bioeconomia em seus territórios e comunidades e definirão formas de articulação com a Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia.

O segundo dia incluirá uma visita de campo para conhecer iniciativas,
empreendimentos e instituições ligados à bioeconomia em Iquitos. Essa atividade permitirá aproximar os debates regionais de experiências concretas de produção, inovação, pesquisa e valorização da biodiversidade amazônica.

Durante o terceiro e o quarto dias, representantes dos territórios, organizações parceiras e membros da Rede compartilharão experiências e apresentarão estudos, metodologias e outros produtos desenvolvidos ao longo do último ano. Também trabalharão conjuntamente na definição dos próximos passos da agenda pan-amazônica, com atenção especial a cinco áreas estratégicas: acesso a financiamento, acesso a mercados, pesquisa e gestão do conhecimento, políticas públicas e fortalecimento de capacidades.

Um dos eixos centrais será identificar como diferentes organizações podem atuar de forma mais articulada. Por meio de mesas colaborativas, as cinco Forças-Tarefa da Rede analisarão avanços e prioridades e identificarão sinergias entre suas agendas, conectando temas que muitas vezes são abordados separadamente, como financiamento, acesso a mercados, produção de conhecimento, políticas públicas e desenvolvimento de capacidades locais.

O encontro também dará especial relevância às vozes e experiências dos territórios, com a participação de lideranças indígenas, comunidades locais, organizações da sociobioeconomia e representantes institucionais. Uma Feira da Bioeconomia apresentará produtos e iniciativas da região, aproximando as discussões sobre políticas e investimentos das cadeias de valor e dos empreendimentos que já tornam a bioeconomia uma realidade na Amazônia.

De Leticia a Iquitos: uma agenda em construção

O encontro de Iquitos dá continuidade a um processo de articulação regional impulsionado pela Rede e aprofundado durante o primeiro Fórum de Ação pela Bioeconomia Pan-Amazônica, realizado em julho de 2025 em Leticia, Colômbia, na região da tríplice fronteira entre Colômbia, Brasil e Peru.

A primeira edição reuniu mais de 150 participantes de mais de 70 organizações,
incluindo povos indígenas e comunidades tradicionais, organizações comunitárias, empresas, instituições financeiras, governos, organizações da sociedade civil e instituições de pesquisa.

Em Leticia, o trabalho foi orientado para a consolidação das agendas das Forças-Tarefa e a construção de prioridades coletivas. O encontro combinou visitas de campo, apresentação de resultados, mesas colaborativas e debates sobre coordenação regional e a visão de futuro da Rede.

Em Iquitos, o objetivo é avançar desse alinhamento para a ação conjunta: retomar os compromissos construídos pela Rede, avaliar os avanços alcançados desde então e estabelecer prioridades e formas de colaboração para o próximo ciclo de trabalho.

O II Fórum acontece em um momento em que transformar o potencial da bioeconomia amazônica em resultados concretos exige maior coordenação entre territórios, governos, organizações comunitárias, empresas, instituições financeiras, academia e sociedade civil. Ao reunir esses atores em Iquitos, a Rede busca fortalecer conexões e acelerar soluções capazes de combinar conservação da biodiversidade, geração de renda, valorização dos conhecimentos e modos de vida locais e desenvolvimento sustentável nos territórios pan-amazônicos.

Informações do evento
II Fórum de Ação pela Bioeconomia Pan-Amazônica
Data: 25 a 27 de agosto de 2026
Local: Iquitos, Peru
Organização: Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia

Sobre a Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia

A Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia é uma aliança que reúne mais de 50 atores de diferentes setores e territórios, incluindo representantes de povos indígenas, comunidades locais, produtores, associações, sociedade civil, institutos de pesquisa, instituições financeiras e o setor privado. Trabalhamos para transformar iniciativas e projetos em uma agenda integrada de bioeconomia, capaz de gerar escala e impacto em toda a região.

Informações para a imprensa

Andrés Ramírez Yaksic
Gerente Sênior de Estratégia e Comunicação, Programa Amazônia
Divisão de Campo das Américas
Conservação Internacional
[email protected]

Ana Porazzi
Consultora em Comunicação para a Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia
Rede Panamazônica pela Bioeconomia
[email protected] 


Iquitos, Perú, agosto de 2026


Representantes de distintos países y sectores de la Panamazonía se reunirán en Iquitos, Perú, del 25 al 27 de agosto, para participar en el II Foro de Acción por la Bioeconomía Panamazónica, el principal encuentro presencial de la Red Panamazónica por la Bioeconomía.


La bioeconomía representa una oportunidad para combinar desarrollo económico, conservación de la biodiversidad y generación de ingresos en los territorios amazónicos. Solo en la Amazonía Legal brasileña, actividades basadas en la floresta en pie y en conocimientos locales ya generan al menos R$12 mil millones al año en producto interno bruto (PIB), considerando apenas 13 productos con datos disponibles. El desafío es crear las condiciones para ampliar ese potencial, fortaleciendo las cadenas de valor de la sociobiodiversidad, el acceso a financiamiento y mercados y el protagonismo de los pueblos y comunidades de la
región. En Colombia, el Estudio Socio-Bioeconomía de las Comunidades Locales y
los Pueblos Indígenas en los Departamentos de Caquetá y Guaviare en la Amazonía Colombiana, financiado por el Banco Interamericano de Desarrollo (BID), Natura Cosméticos y The Nature Conservancy (TNC), evidenció que cadenas de valor asociadas a productos forestales no maderables como el asaí, el copoazú, la canangucha, el seje y el sacha inchi ya generan empleo, ingresos y valor agregado local, con una producción anual cercana a los COP 3.930 millones y más de 260 empleos directos. El estudio también identificó más de 1,5 millones de hectáreas con alta aptitud para el aprovechamiento sostenible de estas especies, demostrando que la sociobioeconomía puede convertirse en una estrategia efectiva para fortalecer las economías amazónicas, conservar los bosques y reconocer el papel de los pueblos indígenas y las comunidades locales como protagonistas del desarrollo sostenible.

El evento reunirá más de 160 participantes de 8 países, entre representantes de pueblos indígenas y comunidades locales, organizaciones de la sociedad civil, negocios de la sociobioeconomía, gobiernos, instituciones de investigación, instituciones financieras, organismos de cooperación internacional y otros actores que trabajan en los territorios amazónicos. Entre las organizaciones participantes estarán el Banco Interamericano de Desarrollo (BID), el Banco Mundial, la Cooperación Alemana para el Desarrollo (GIZ), la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO) y la Asociación Interétnica de Desarrollo de la Selva Peruana (AIDESEP), junto con organizaciones y liderazgos
que actúan directamente en diferentes territorios de la Panamazonía.


Las actividades vinculadas al encuentro se desarrollarán a lo largo de cuatro días, comenzando el 24 de agosto con una jornada dedicada a representantes de pueblos indígenas, pueblos afrodescendientes y comunidades tradicionales. Durante este espacio, dialogarán sobre sus experiencias y aprendizajes en torno a la bioeconomía en sus territorios y comunidades y definirán formas de articulación con la Red Panamazónica por la Bioeconomía.


El segundo día incluirá una visita de campo para conocer iniciativas, emprendimientos e instituciones vinculadas a la bioeconomía en Iquitos. Esta actividad permitirá acercar los debates regionales a experiencias concretas de producción, innovación, investigación y valorización de la biodiversidad amazónica.


Durante el tercer y cuarto día, representantes de los territorios, organizaciones aliadas y miembros de la Red compartirán experiencias y presentarán estudios, metodologías y otros productos desarrollados durante el último año. Asimismo, trabajarán conjuntamente en la definición de los próximos pasos de la agenda panamazónica, con especial atención a cinco áreas estratégicas: acceso al financiamiento, acceso a mercados, investigación y gestión del conocimiento, políticas públicas y fortalecimiento de capacidades.


Uno de los ejes centrales será identificar cómo distintas organizaciones pueden actuar de forma más articulada. A través de mesas colaborativas, las cinco Fuerzas de Tarea de la Red analizarán avances y prioridades e identificarán sinergias entre sus agendas, conectando temas que muchas veces se abordan de manera separada, como financiamiento, acceso a mercados, producción de conocimiento, políticas públicas y desarrollo de capacidades locales.

El encuentro también dará especial relevancia a las voces y experiencias de los territorios, con la participación de liderazgos indígenas, comunidades locales, organizaciones de la sociobioeconomía y representantes institucionales. Una Feria de la Bioeconomía presentará productos e iniciativas de la región, acercando las discusiones sobre políticas e inversiones a las cadenas de valor y a los emprendimientos que ya hacen posible la bioeconomía en la Amazonía.

De Leticia a Iquitos: una agenda en construcción

El encuentro de Iquitos da continuidad a un proceso de articulación regional impulsado por la Red y profundizado durante el primer Foro de Acción por la Bioeconomía Panamazónica, realizado en julio de 2025 en Leticia, Colombia, en la región de la triple frontera entre Colombia, Brasil y Perú.

La primera edición reunió a más de 150 participantes de más de 70 organizaciones, incluidos pueblos indígenas y comunidades tradicionales, organizaciones comunitarias, empresas, instituciones financieras, gobiernos, organizaciones de la sociedad civil e instituciones de investigación.

En Leticia, el trabajo estuvo orientado a consolidar las agendas de las Fuerzas de Tarea y construir prioridades colectivas. El encuentro combinó visitas de campo, presentación de resultados, mesas colaborativas y debates sobre coordinación regional y visión de futuro de la Red.


En Iquitos, el objetivo es avanzar desde ese alineamiento hacia la acción conjunta: retomar los compromisos construidos por la Red, evaluar qué ha avanzado desde entonces y establecer prioridades y formas de colaboración para el próximo ciclo de trabajo.


El II Foro se realiza en un momento en que transformar el potencial de la bioeconomía amazónica en resultados concretos requiere una mayor coordinación entre territorios, gobiernos, organizaciones comunitarias, empresas, instituciones financieras, academia y sociedad civil. Al reunir a estos actores en Iquitos, la Red busca fortalecer conexiones y acelerar soluciones capaces de combinar conservación de la biodiversidad, generación de ingresos, valorización de los conocimientos y modos de vida locales y desarrollo sostenible en los territorios panamazónicos.

Información del evento
II Foro de Acción por la Bioeconomía Panamazónica
Fecha: 25 al 27 de agosto de 2026
Lugar: Iquitos, Perú
Organiza: Red Panamazónica por la Bioeconomía


Sobre la Red Panamazónica por la Bioeconomía


La Red Panamazónica por la Bioeconomía es una alianza que reúne más de 50
actores de distintos sectores y territorios, incluyendo representantes de Pueblos
Indígenas, comunidades locales, productores, asociaciones, sociedad civil,
institutos de investigación, instituciones financieras y el sector privado.
Trabajamos para transformar iniciativas y proyectos en una agenda integrada de
bioeconomía, capaz de generar escala e impacto en toda la región.


Información para prensa


Andrés Ramírez Yaksic
Gerente Sénior de Estrategia y Comunicaciones, Programa Amazonía
División Américas
Conservación Internacional
[email protected] 


Ana Porazzi
Consultora en Comunicación para la Red Panamazónica por la Bioeconomía.
Red Panamazónica por la Bioeconomía
[email protected] 

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