Os impactos das mudanças climáticas no Brasil já se manifestam de forma profunda e desigual, afetando de maneira desproporcional populações e territórios historicamente impactados, ampliando diferenças sociais, econômicas e territoriais. Ao mesmo tempo, o cenário atual oferece uma oportunidade estratégica: avançar no reconhecimento da justiça climática como princípio para sua aplicação consistente e verificável na criação e implementação de políticas públicas e estratégias empresariais. 

Essa agenda é fortalecida pelos compromissos do país no âmbito do Acordo de Paris e do Programa de Transição Justa (JTWP, sigla em inglês), incluindo a nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, sigla em inglês) do Brasil, bem como pelo processo de construção do Plano Clima e de suas Estratégias Transversais como referência para orientar a ação climática nacional. 

No contexto internacional, existem múltiplos guias e ferramentas abordando transição justa. No entanto, esses instrumentos são, em geral, fragmentados, setorialmente restritos e insuficientes para orientar países de forma equitativa e abrangente no sentido da justiça climática, reforçando a necessidade de arcabouços e guias adicionais adaptados às realidades de cada país.  

É nesse contexto que o WRI Brasil lança o Arcabouço para Justiça Climática no Brasil, uma proposta metodológica voltada à operacionalização da justiça climática nas ações de mitigação e adaptação à mudança do clima no país. Desenvolvido através de rigor metodológico, o arcabouço oferece uma proposta modular, flexível e escalável, aplicável em diferentes setores e níveis de governo, com o objetivo de apoiar a tradução do princípio da justiça climática em decisões concretas e em resultados acompanháveis na implementação. 

 

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  • Data: 24 de fevereiro, terça-feira
  • Horário: 10h às 11h30
  • Evento online pelo Zoom

 

O que acontecerá no evento? 

  • Apresentação do Arcabouço para Justiça Climática no Brasil.  
  • Sensibilização de representantes do setor público, do setor privado e da sociedade civil para o tema. O foco é promover a compreensão conceitual, a prática da justiça climática e fortalecer capacidades para a utilização do Arcabouço como instrumento de apoio à tomada de decisão durante o planejamento de ações climáticas e à implementação de medidas de mitigação, adaptação e perdas e danos no contexto brasileiro. 
  • Fomento ao diálogo e à articulação entre atores-chave, estimulando a troca de experiências, a identificação de desafios e oportunidades para a implementação de ações climáticas mais justas, inclusivas e territorialmente sensíveis no Brasil. 

     

Painelistas confirmados 

  • Aloísio Lopes P. de Melo, Secretário Nacional de Mudança do Clima e mestre em Desenvolvimento e Agricultura (UFRRJ)
  • Guilherme Lima, Gerente de Projetos no Clima (CBC), mestre e doutor em Planejamento Energético (UFRJ)
  • Gustavo Luedemann, Pesquisador na Coordenação de Estudos em Sustentabilidade Ambiental (Ipea) e mestre em Ecologia (UnB)
  • Lidiane Melo, Diretora de Políticas de Mitigação e Instrumentos de Implementação (SMC/MMA), mestre em Gestão de Políticas Públicas (UnB)
  • Viviane Romeiro, Diretora de Clima & Energia & Finanças Sustentáveis no CEBDS, doutora em Sustentabilidade e Ciência Política (USP)

 

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